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E quem disse que a natureza não está presente nas cidades?

O objetivo do UrbAnimals é exatamente esse: Dar uma visão que geralmente passa despercebida por todos diante de tanto trabalho e correria. A vida animal está presente tanto em nossos quintais como em parques e zoológicos.


O tema dos animais urbanos foi escolhido por mim não só pela certa dificuldade em ser estudante e viajar à procura de outros animais, mas também por se tratar de um tema importante, que mostra o quanto o homem já interferiu na vida do planeta, e como a natureza está se adaptando a isso.


Como futuro biólogo, tento aprender e difundir esse conhecimento cada vez mais, para que o homem entenda melhor cada uma dessas belas criaturas e aprenda a viver em harmonia com elas, trazendo assim um mundo melhor para todos, um mundo melhor para a vida.

Surpreenda-se. De cães a elefantes, de peixes a morcegos, o UrbAnimals vai te levar ao mundo de cada um deles.

Um grande abraço, Thom Girotto.

24 de janeiro de 2011

UrbAnimals em São Vicente

Aproveitando os últimos dias de férias, o UrbAnimals vai para São Vicente, a primeira vila formada no Brasil. Ficarei na casa de um tio, cujo quintal dá de frente para o mar, e possui uma verdadeira mini floresta. Será que vamos conseguir encontrar algum bicho no litoral, além das maravilhosas fotos garantidas da paisagem? 

 Fotos como essa são garantia! Ao fundo, a Ilha Porchat.

Acompanhe-nos e descubra!

20 de janeiro de 2011

Entrevista UrbAnimals - Edward/Veterinário



A nossa primeira entrevista UrbAnimals foi rápida, porém muito valiosa. Cheio de humor e histórias para contar, o Dr. Edward nos levou para a vida de um veterinário por alguns momentos, e deu para sentir que ele realmente ama o que faz, o que faz dele um ótimo e dedicado profissional. Confira a nossa entrevista:

Nome: Edward Ludovicus Hellebrekers

Profissão: Veterinário

 Edward e Balalaika em seu colo. A simpática cadelinha vive na clínica, com vários outros cães e gatos.

Thom: Vamos começar com a pergunta básica! Por que você escolheu se tornar um veterinário?
Olha, desde pequenininho, eu gostava muito de cachorros e bichos de um modo geral. Com sete anos de idade, eu perdi uma cadelinha, na verdade uma cadelona, era uma pastora. Ela foi sacrificada pelo veterinário porque eles não sabiam o que a cachorra tinha, já era velha pra época, tinha sete anos de idade, não descobriram o que era e acabaram sacrificando. Aí eu chorei um monte, e prometi, jurei pra mim mesmo que ia ser veterinário, pra salvar os bichinhos. Às vezes dá, às vezes não. Faz parte...

Thom: A profissão é muito difícil em si, pois envolve a vida do animal em muitos casos. Como você faz para lidar com essa ‘pressão’?
Eu acho que assim, todas as profissões têm uma pressão, uma responsabilidade envolvida. No nosso caso, a responsabilidade é uma vida. Durante algum tempo era considerado ‘ah, mas é só a vida de um animal’, hoje em dia o animal é considerado um membro da família. Cada vez mais o cachorro faz parte da família, então a consideração é maior ainda pelo animal do que era antigamente. Então eu acho que a responsabilidade aumenta, mas não me considero pressionado por isso. Acho que quando a gente faz o que gosta, a gente procura fazer bem feito, e por natureza, eu gosto das coisas certinhas, então fica mais fácil você fazer as coisas bem feitas, caprichadas, por gosto mesmo, e não pela vida do animal só. A responsabilidade do proprietário também aumenta, porque a gente fala, conduz o proprietário a fazer as coisas corretas, a gente também tem que cobrar dele.

Thom: Para ser veterinário, é inevitável levar um pouco de trabalho para a casa?
Não. Não acho que tem que levar o trabalho pra casa. Eu acho que a gente tem que estudar bastante. Ou em casa, ou em participação em congressos, ou literatura, mas não levar o trabalho pra casa.
Mas não é uma consequência que acaba te fazendo às vezes levar um bicho para casa, pra cuidar dele lá?
Não, normalmente hoje não. Hoje em dia a gente tem clínicas especializadas com atendimento 24 horas com internação quando realmente é necessário.Eu acho que no interior alguns veterinários acabam tendo que fazer isso por falta de estrutura, mas a gente, na grande São Paulo não, não tem essa necessidade. Dá para oferecer coisa melhor do que levar pra casa.
Em casa eu leio muito, participo de conferências pela internet, estudo, justamente pra não precisar levar trabalho para a casa. Se a gente leva, tem que tomar cuidado porque acaba desgastando muito mais. Eu também tenho que ter a minha vida particular, eu tenho meus cachorros em casa, eu quero passear com eles, quero curtir eles, quero curtir a minha esposa.

Thom: Uma pergunta que eu pensei agora. Você assiste aquele ‘Encantador de Cães’?
Às vezes assisto.
Você se inspira nele, alguma coisa, já aprendeu alguma coisa com ele?
Na verdade, a técnica dele é a mesma sempre né, o que muda são os casos, um pouco mais complicados, mas ele muda muito pouco a técnica dele.

Thom: Qual foi o bicho mais ‘estranho’ que você já cuidou? Muitos bichos além de cães e gatos passam por aqui?
Ah, a gente pega saguis, tartaruga, coelho... A história mais engraçada, não estranha, mas recente, foi uma menininha que trouxe uma coelhinha e disse que a coelha fugiu de casa pra namorar. (risos) Eu examinei a coelhinha, falei que ela tava bem e tal, que se estivesse muito no começo de uma gestação eu poderia não conseguir palpar, e que ela me trouxesse de novo dali a quinze dias. E não voltou.
Aí voltou uns dois meses depois, com a mesma história de novo. Aí quando eu examinei a coelhinha, ela realmente tinha, a gente sentia bolinhas no abdômen, eram cistos embrionários. E a gente fez o ultrassom e tava mesmo.
Quantos?
Dez. É uma gestação curta né, trinta e três dias...
E onde que ela foi achar um namorado?
O vizinho, do outro lado da rua, tinha um coelho também. (risos) Eu nuca tinha ouvido isso, gato foge pra namorar, cachorro também, mas coelho...

Thom: Ser veterinário é não ter hora marcada, afinal você pode passar um dia todo no consultório sem receber nenhum chamado, e bem na hora de ir embora, algum bicho precisar. Isso te deixa em uma situação complicada, como é que você lida com isso?
É verdade. Ah, evitar ter compromissos em um horário perto do suposto fechamento da clínica. A gente tem hora pra entrar, mas não tem hora pra sair. Não precisa nem ser um caso em cima da hora, mas pode ser um caso que seja mais complicado que te tome mais tempo, você começa a fazer e não consegue acabar, uma cirurgia, uma coisa assim...
Você já deixou de viajar por causa disso? No final de semana, alguém te liga desesperado, como você faz?
Então, eu tento me organizar de uma maneira que não seja necessário, eu tenho celular à disposição, as pessoas me acham no celular, às vezes a gente faz a orientação por telefone. Algumas coisas eu consigo ajudar pelo celular, a Ana Luiza (outra veterinária da clínica) mora aqui perto, tem 24 horas se a coisa realmente é muito severa, então você consegue contornar um pouquinho. Mas eu vim de férias agora, a Ana Luiza ficou aqui, não tive problemas.

Thom: Uma dúvida pessoal. Conheço muita gente que tem gatos como animais de estimação. Obviamente, os gatos não gostam de ficar presos, mas minha tia, por exemplo, tem medo de soltá-los por causa dos perigos que existem por aí.
Uns acham que o gato deveria ser solto, para que voltasse quando quisesse, sendo assim livre e feliz. Outros, como minha tia, acham que é melhor privá-lo de toda essa liberdade para sua própria proteção. Quem está certo?
O que a gente sabe, eu acho que ninguém gosta de ficar privado da liberdade, nem os animais e nem a gente. O gato, quando ele tem uma vida livre, fica exposto a uma série de riscos, eles ficam doentes, brigam, comem veneno, são atropelados, então a vida média de um gato que tem uma vida livre fica muito reduzida, e aí isso faz com que as pessoas tentem mantê-los mais em casa. Você até pode educar um cão ou um gato a ficar em casa, num lugar mais recluso, mas o problema é que você tem que interagir com esse animal, ele tem que ter o que fazer. Você não vai colocar um gato no sofá e esperar que ele passe o dia todo lá. Então você tem brinquedos, você pode brincar, estimular ele a fazer outras coisas dentro de casa para que a vida dele seja interessante, mesmo dentro do apartamento. Agora, o que não é justo é você querer privar o animal de todas as informações externas e sentidos pra ele.

Thom: O que você acha que é fundamental para alguém se tornar um excelente veterinário assim como você?
Como eu? (risos) Veja, eu acho que tem que gostar. Tem que gostar do que faz, no caso da Veterinária tem que gostar dos animais e gostar da parte médica. Só gostar dos animais não é o suficiente, porque tem a parte médica envolvida. Aí se você gostar só de animais, você pode tentar fazer Biologia, você pode pensar em fazer outras profissões, que são excelentes também, mas eu acho que tem que curtir, pra qualquer emprego.
É difícil às vezes a gente acertar a escolha na idade que tem que escolher, dezoito, dezessete anos, quando vai prestar o vestibular, mas se você fizer o que gosta, a chance de você ser bom é enorme, é o que eu acho. Tem que se dedicar também.

Thom: Agora mudando um pouco o tema da entrevista... O que você acha de ser vegetariano?
Eu gosto muito de carne. (risos) O apelo das pessoas pra serem vegetarianas é por causa da vida do animal. É claro que isso envolve um sacrifício, mas se você olhar para a natureza, eles entre eles tem um sacrifício, caçam e tudo mais. É a lei da natureza, eu não acho isso nenhuma agressão. Eu acho uma agressão você fazer tourada, matar um boi por nada, fazer rinha, forçar o animal a se expor à violência sem sentido. Mas para alimentação, eu acho que faz parte da cadeia natural das coisas.
É que atualmente os grandes abatedouros fazem tudo certinho, mas só os grandes.
Pois é, tem normas pra não deixar o bicho sofrer, essas normas tem que ser seguidas. A fiscalização é super importante, e por sinal quem faz essa fiscalização é o veterinário. É outro lado da profissão do veterinário que as pessoas nem lembram, então o veterinário não mexe só com cães e gatos, mexe com animais de grande porte, animais de produção, com fiscalização de restaurantes, o veterinário tem uma área muito grande pra trabalhar, e entre elas é esse controle do abate, da criação, para que não seja sofrida, que o abate seja sem dor. O abate sem dor tem um apelo hoje não só por aquelas pessoas que não querem o animai sofrendo, mas também por causa da qualidade da carne, um boi que morre sofrendo, a carne vai ser dura. Não é interessante. A qualidade de um frigorífico que mata um animal com dor, a carne vai ficar muito mais dura do que deveria, o animal contrai a musculatura e ela fica mais seca, libera hormônios...

Thom: E para acabar... Um recado para o pessoal do Blog sobre o Meio Ambiente.
Olha, eu diria que estamos muito atrasados na questão do Meio Ambiente. Uma frase que eu costumo utilizar muito, em todos os aspectos, é “Não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você.” Talvez se as pessoas pensassem mais dessa maneira, não teria mais aquele papelzinho jogado pela janela. A pessoa sempre responde: ‘Ah, mas todo mundo faz!’. E se todo mundo pensar assim, só vai piorar. Estamos deixando para nossos filhos, nossos netos, um verdadeiro lixão. A mensagem é que estamos muito atrasados, e precisamos melhorar muito ainda. 

O cão Manchinha rouba a cena. Ele é mais um dos queridos vira-latas que a clínica abriga.

O UrbAnimals agradece muito a colaboração e a boa vontade de Edward em conceder-nos essa tão preciosa entrevista. Tenho a certeza de que os leitores do Blog também vão gostar e aprender muito. Muito obrigado.

Thom Girotto, administrador do UrbAnimals

O Dr. Edward atende na clínica veterinária e pet shop Fido:
Rua Américo Brasiliense, 975
Chácara Sto. Antonio - SP
Telefone: 5181-2822
E-mail: fido@e-vet.com

18 de janeiro de 2011

Entrevista UrbAnimals

Você não pode perder a entrevista que fizemos com Edward Hellebrekers, um divertido e experiente veterinário!

Em breve, aqui no UrbAnimals!

13 de janeiro de 2011

Foto Animal! - tigre d'água

E para começar o ano de 2011 bem, vamos inaugurar mais um quadro aqui no UrbAnimals: O Foto Animal! 

Nele, contarei a breve história de alguma fotografia que eu gosto, seja ela de uma ave no telhado, um peixe no aquário ou uma aranha em meu rosto. Espero que todos gostem! 

E como primeira foto do quadro, escolhi essa. O meu tigre d'água A.J. é muito carismático, e adora seguir as pessoas. Estava filmando uma minhoca no quintal, quando ele simplesmente escalou minha perna, e então aproveitei a oportunidade. 

Na foto está bem evidente o motivo do nome da espécie, tigre d'água, por causa do padrão listrado de sua pele. Também é conhecida como tartaruga-de-ouvido-vermelho, por causa dessa grande listra de cor vermelha na lateral de sua cabeça.

12 de janeiro de 2011

2011...

Pois é! O ano de 2010 ficou para trás, e o de 2011 chegou! 



Você, que está lendo isso, deve estar pensando alguma coisa do tipo: "Acho que ele demorou um pouco para perceber isso!". Claro, afinal, já estamos quase na metade do mês.

O que aconteceu é que do dia 2 para cá eu fiquei muito doente, sem sequer poder sair de casa, e melhorei totalmente ontem. O que não nos mata só nos deixa mais fortes, e é exatamente assim que me sinto. 

Agora é começar de vez o ano, que está cheio de coisas para acontecer! Viva 2011! O UrbAnimals deseja a todos um ótimo começo de ano, mesmo atrasado, e que venham os bichos!